A força-tarefa montada para realizar o difícil trabalho de retirar o animal do subsolo da rua Batista Caetano, localizada no entorno do cemitério da Vila Mariana, na cidade de São Paulo, teve o suporte da equipe do Major Palumbo.
“Ele caiu do muro muito alto para o lado da rua, estava perseguindo outro gato, ficou bem machucado e entrou num bueiro, alguns dias depois foi aparecer miando debaixo da tampa que dá acesso à tubulação, no meio da via onde passam os carros. Passamos a alimentá-lo pelos furos da tampa.”
Dessa maneira a protetora Lucy Godinho descreve o começo da encrenca em que se meteu o gato Lelé, velho integrante da colônia que habita o cemitério da Vila Mariana.

Lucy, que há 13 anos cuida dos gatos do local, e sua companheira de proteção, Rosária Domingos, travaram uma longa batalha para salvar a vida do Lelé. Foram muitas tentativas de chamar atenção para o problema.
O Corpo de Bombeiros compareceu em duas oportunidades e em ambas não houve sucesso nas operações. O que aconteceu é que com a chegada do soldado, o gato, mesmo machucado, se escondia nos ramais da tubulação.
Nos dias 30 e 31 de agosto as protetoras conseguiram reunir um time que contava com agentes de trânsito, policiais militares, bombeiros e um profissional de manejo de animais.
E dessa vez deu certo! A tampa que dá acesso à tubulação que fica no subsolo da rua foi aberta, uma armadilha automática foi colocada no local onde as protetoras criaram a rotina de alimentação e no dia seguinte os bombeiros abriram novamente a tampa, o profissional de captura desceu e encontrou o animal dentro do equipamento.
O gato Lelé foi levado pelas protetoras para um dos hospitais públicos da cidade e depois retornou para a colônia.

